Sim, é uma espécie de "querido diário" sim! Onde me sinto livre para me expressar sem interrupções, preconceito ou julgamento alheio!
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Quando ela amou pela primeira vez...
Quando tal acontecimento se fez presente em sua vida, ela fora uma pessoa feliz, mais bonita, olhos cheios de vida e com um brilho extraordinário. Tudo seria perfeito, não fosse por dois simples fatos: Imaturidade demasiada e a pessoa em questão ser um grande amigo, talvez o melhor que passara por sua vida. Eram simplesmente iguais em suas diferenças, adoravam um ao outro e todos os seus poréns os faziam sorrir. Ele fora alguém tão importante em sua vida, que nem mesmo ELE sabe o quanto. Tinham muito contato, exagerado, eu diria! Mas quem se importava? Estavam felizes e tudo o que desejavam era a presença um do outro o tempo todo, e se esforçavam para tal. O ano era 2002, cursavam o oitavo ano ginasial na mesma instituição, se encontravam então, de segunda a sexta, o que obviamente não era suficiente! Então telefonavam um ao outro assim que chegavam da escola, almoçavam e em seguida se encontravam em algum lugar. Viviam abraçados, e um defendia o outro em tudo, como grandes amigos e amantes fazem! Era tudo simplesmente perfeito, mas ainda não haviam dado conta de um fato que era visível aos olhos de qualquer pessoa, o fato de que uma paixão mútua estava a nascer e viria com toda a força, os derrubaria, levando a amizade ao fim. Tinham 16 e 15 anos de idade, respectivamente; maturidade era algo que passava longe de ambos, duas crianças aprendendo o que é amar! Mas um dia enxergaram o óbvio. Ele, resolveu lutar por sua paixão, a paixão da adolescência, aquela que jamais é esquecida. Ela, por sua vez, estava insegura, teve medo de tal sentimento os levar ao fim da mais bela amizade que tivera, e isso a deixou em dúvida, o que facilitou o fim. Ele fora paciente, mas não o suficiente para que ela tomasse uma decisão. Conclusão: Se distanciaram, aconteceu o mais temido. Deu-se o fim de tudo. Ela sofrera ao som do The cult (Painted on my heart) e principalmente ao som do Stereophonics (Mr Writer), que era a música que ouviam juntos. Ela, que sempre fora uma pessoa altiva, "descolada", alegre, teve sua mente dominada por uma tristeza quase tão insuportável quanto a saudade... Ambos seguiram com suas vidas. Passaram por todos os acontecimentos bons e ruins, inclusive a tragédia da perda de um amigo em comum, tudo sem a presença um do outro, e se acostumaram assim. ... Anos depois, se "esbarraram" na internet, no meio de uma conversa superficial, resolveram se encontrar naquele exato momento para uma cerveja e uma conversa em um bar (coisa que até hoje ela gosta muito de fazer!). Nesse bar, o "casal" conversou, bebeu, brincou, se divertiu, e... como já era de se esperar, acabaram FINALMENTE trocando alguns beijos. Feliz, não?! NÃO! Tal fato aconteceu totalmente fora de época, não teve nada daquele romantismo e sentimentalismo que ela sonhara por tanto tempo, ela então permitiu-se aceitar que o seu conto de fadas, chegara ao fim. O amor inocente, já não mais existia, nem o amor e nem a inocência. Mas em todas as vezes em que eles se esbarraram depois disso, o coração da moça se enchera de alegria, não por estar reencontrando aquele amante que marcara sua vida pra sempre, mas por reencontrar um grande amigo, que ela gostaria de recuperar, mas se contenta em deixá-lo no passado. Ela desperdiçou a oportunidade de viver um amor inocente, livre de pré-conceitos e sentimentos mesquinhos que nos são implantados automaticamente todos os dias. Esse é o fim de uma bela história de amor que nem começou. E 9 anos se passaram...
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